Lojistas, cuidado!!!



Você sabia que há muitos fotógrafos amadores pelo Brasil afora muito, mas muito insatisfeitos com os serviços prestados por laboratórios fotográficos e que um desses pode ser o seu, que isso pode significar perder clientes e até mesmo o caminho mais curto para a falência?

Antes de começar é necessário deixar algo claro. Esqueça o conceito de que fotógrafo amador e o contrário do profissional e sinônimo de quem só sabe onde fica o disparador de uma câmera compacta. Existem três tipos de fotógrafo:

Fotógrafo Profissional - tem como profissão a fotografia e por isso mesmo tem um volume grande de trabalho;

Fotógrafo Ocasional - tem uma câmera compacta, fotografa muito pouco e somente em festas de família, nas férias ou fim de semana;

Fotógrafo Amador Hobbysta - tem a fotografia como passatempo, gasta com equipamento e fotografa quase tanto quanto um profissional.

No Brasil, a maioria das lojas de fotografia tem um tratamento diferenciado para fotógrafos profissionais, pois são os responsáveis por grande parte da receita dos laboratórios, mas confunde o fotógrafo ocasional com o hobbysta e acaba tratando ambos com menos atenção.

Enquanto os fotógrafos ocasionais não se incomodam com esse tratamento, os hobbystas se incomodam. Claro que você, lojista, sabe disso, fazendo isso ou não. Mas será que você sabe que fazer isso é comprometer seu negócio de forma negativa? Bem, a maioria dos lojistas infelizmente não sabe.

Existe um personagem no mundo do marketing chamado "formador de opinião", aquele que divulga mensagens referentes a serviços, produtos, pela sua rede de contatos, baseada na popularidade entre grupos sociais, por ser tido como especialista em um assunto. É o que vai dizer se tal produto ou serviço é bom ou não, sendo ouvido por quem o cerca. (Não) Lamento em dizer que o hobbysta é um grande formador de opinião, principalmente entre os fotógrafos ocasionais, que são seus amigos, colegas, conhecidos.

Conversando com um dono de laboratório que achava que eu era um fotógrafo profissional, ele acabou confessando um "não tenho paciência com esse pessoal que acha que fotografia é passatempo e que atrapalha nosso trabalho, exigindo ampliações perfeitas, com cores certinhas, como se não tivéssemos mais coisas para fazer!". Sim, ouvi isso. Claro que esse laboratório já fechou faz tempo, como não poderia. Esse "empresário" se esqueceu de que o hobbysta é formador de opinião e, ao desconsiderá-lo, iniciou uma campanha negativa entre os fotógrafos ocasionais que eram ou poderiam ser seus clientes.

Agora que sabe disso, por que não usar o poder de marketing hobbysta a seu favor? Por que não tê-los como agentes em campo que indicarão seu laboratório a outros? Isso não é difícil de fazer e exige três coisas:

1 - Trate o hobbysta com respeito e atenção. Ele sabe o que quer, provavelmente entende de fotografia melhor que você;
2 - Converse com ele, conheça seus hábitos fotográficos, ganhe sua amizade, ofereça serviços diferenciados, prazos menores na entrega de serviços, descontos. Isto se chama fidelização de clientes estratégicos;
3 - Por que não organizar com eles um concurso ou exposição? Ajude-os a mostrar seu trabalho. Muitas vezes pequenos investimentos assim são mais eficazes em retorno de negócios do que um outdoor ou comercial de tevê.

O mundo atual está adquirindo uma característica econômica que será dominante, com ênfase na prestação de serviços.
Lojistas, tenham cuidado com o modo como tratam seus hobbystas, pois estes "chatos" são ouvidos por muitos.



Créditos: Revista Fhox