O "novo" estúdio do fotógrafo profissional
O que é preciso para montar um que funcione bem
Uma das perguntas mais freqüentes nestes dias é como montar ou preparar um estúdio para o fotografia digital. Alguns perguntam se o estúdio "antigo", analógico, serve para tirar fotografias com câmara digital. O que realmente conta e qual deve ser a nossa preocupação ao migrarmos para a nova tecnologia?
Estúdio - O critério de tamanho continua valendo. Um espaço ideal para um estúdio seria 5 por 7 m com uma altura de no mínimo 3,5 m. Permite todos os tipos de produções, inclusive fotografia de corpo inteiro como no caso de book. É lógico que em espaços menores de até 3 por 4 m, conseguimos fazer boas fotografias, mas as dificuldades de manusearmos o equipamento é bem maior. A falta de altura também prejudica o desempenho e dificulta o controle do retorno de luz. Se o estúdio é pequeno, monte cortinas escuras nas laterais para evitar que haja retorno de luz sobre o assunto, o fundo e a câmera. Se a altura for muito baixa, pinte o forro de cinza 60%.
Controle da luz - O nível de tolerância das digitais é menor. O índice de contraste diminuiu sensivelmente em comparação com os filmes, e faz com que facilmente uma fotografia fique superexposta, subexposta ou até com contraste fora de controle. Diminua a diferença entre a luz principal e a de enchimento. Com o uso do filme, podemos trabalhar facilmente com diferenças de até dois pontos entre estas luzes. Na fotografia digital, os melhores resultados são obtidos quando esta diferença fica em 1 ½ diafragma. O fundo também deve ser mais controlado. Pequenas diferenças na potência do flash de fundo alteram sensivelmente a cor e a densidade do mesmo. Nos estúdios menores, devemos tomar cuidado para que a luz da frente (principal e enchimento) não interfira demais na nossa iluminação do fundo. É bastante comum fazermos uma leitura da luz de fundo e, quando ligamos a principal e o enchimento, esta leitura fica alterada. Em alguns casos, o acréscimo pode ser de até um diafragma. A solução é bloquearmos a luz principal através do uso de um apno preto. um controle maior também é conseguido quando usamos soft box (caixas de luz) no lugar das sombrinhas. Mantenha um bom controle e, principalmente, faça com que ele possa ser repetido sempre, e a fotografia digital só irá trazer satisfação ao seu trabalho e aos seus clientes.
Potências sugeridas:
Luz principal: f. 8
Luz de enchimento: f. 5,6 (4 ½ a 5,6 ½)
Luz de fundo: f. 4 ½ a 11 ½
Luz de cabelo: f. 5,6 a 11
A Câmera deverá estar regulada em f. 8 ½. entretanto, faã um teste também em f. 8. Temos verificado que a soma da luz principal f. 8 com a luz de enchimento f. 5,6 proporciona mais detalhes nos brancos quando a câmera estiver regulada em ½ ponto mais fechada. Estabeleça sempre se as sessões fotográficas serão feitas com a iluminação da sala (luz ambiente) acesa ou apagada. Pode haver interferência na cor da fotografia. Faça o balanço de branco sempre com a iluminação que for usada nas sessões. Se desligada, elimine a luz ambiente quando for fazer o branco. Uma ajuda nesse sentido: regule a velocidade da câmera para uma velocidade 1/60. Auxilia a eliminar a infiltração de cor. Uma novidade na sala de fotografia. Como a câmera digital permite uma pré-visualização ou pós-visualização, a inclusão de uma TV é bastante interessante, possibilitando conferir em sua tels as fotografias já feitas e eliminar problemas de rejeição no momento da escolha. Verifique expresões, defeitos na maquiagem, cabelo e até na própria iluminação.
Créditos: Revista Fhox
Paulo Reichert é Professor da Oficina de Photographia, em Novo Hamburgo, RS.