Qual o seu tipo?


Criação de materiais, antes gráficos nas lojas de fotografia, faz aumentar as dúvidas sobre bom gosto de composição e como usar a tipologia

O minilab digital atraiu para lojas de fotografias nichos de serviços antes restritos a pequenas gráficas. Cartões de visita (com ou sem foto), fotocalendários, lembrancinhas, convites, banners de ponto-de-venda, são exemplos. Com isso aumentaram as questões sobre design gráfico e tipografia. E uma dúvida é freqüente: qual a melhor fonte (tipo de letra) e como usá-la de forma correta. A resposta está em conhecer as variedades de fontes disponíveis e a psicologia que transmitem. A seguir, algumas dicas ajudam.

Fontes serifadas: são fontes normalmente utilizadas para blocos de texto longos e corridos. As serifas (hastes nas pontas da letra) conduzem melhor a leitura e reduzem o cansaço dos olhos. Letras serifadas, em geral, podem ser usadas em materiais em que se deseja transmitir maior seriedade ou formalidade, como cartões de visita comerciais.



Fontes não-serifadas: também trazem boa leitura, apesar de não serem indicadas para textos muitos extensos como o de livros. Seu design reto e pouco rebuscado faz das não-serifadas as fontes menos problemáticas. Esse grupo, apesar de ter utilização semelhantes a das serifadas, passa mais modernidade para o trabalho e cai muito bem em títulos. São bastante empregadas em peças gráficas e não têm restrições em qualquer tipo de trabalho.



Fonte Fantasia: estas chamam atenção, contudo pedem uso dosado. São encontradas em abundância na Internet e CDs de fontes, mas cuidado! Por serem temáticas não devem ser empregadas só por "ser difierente" e tampouco misturadas com outras "fantasias". /por exemplo: um convite de aniversário em que o tema é Disney, a utilização da fonte Walt Disney vai bem, agora misturá-la com a fonte Matrix (temática do filme) pode virar um horror. Evitar a mistura de fontes é a certeza de produzir um trabalho despoluído e mais chamativo. As "fantasias" caem bem em títulos temáticos, mas dificultam a boa leitura de textos. Não abuse desse tipo de fonte,



Fontes Manuscritas: como sugere o nome, elas tentam reproduzir letras escritas à mão. Elas transmitem maior personalização e seriedade, sem caráter comercial. São bastante utilizadas em certificados, convites de casamento, batizados e formaturas, por exemplo. Não são aconselhadas para textos longos ou peças para vender algo. As manuscritas desenhadas são bonitas, românticas e elegantes, desde que sem exageros. São proibidas quando a idéia é modernidade.



A utilização criteriosa das fontes aliada ao bom gosto produz trabalhos atraentes. Não abusar da mistura é regra fundamental, evitar confusão e poluição são madatórios. Veja os exemplos:



1ª. Beirando ao horror: Texto invade o espaço das fotos, atrapalha a leitura da mensagem e do nome da criança. Três fontes diferentes e inadequadas. Visual muito poluído.
Uma salada com várias fontes diferentes deixa esse trabalho sem unidade visual e atrapalha a leitura da mensagem. A foto é bonita mas o texto tira a elegância do convite.

2ª. Melhor Agora: A lembrancinha de aniversário agora com apenas um tipo de fonte. Valoriza a imagem e ganha o peso certo no conjunto. Simples e bem resolvido.
Fonte manuscrita e apropriada para convites de casamento. Porém no endereço, vale o recurso de uma fonte não serifada para facilitar a leitura. Importante: neste caso, jogar texto em cima da foto é absolutamente proibido.

Créditos: Revista Fhox