Serviços: redefinir é preciso
Depender só do tamanho único é o mesmo que anunciar o fim do seu negócio. Faça o que pouca gente sabe fazer, treine sua equipe para vender fotoacabamento como se fosse um produto. O tamanho do negócio quem faz é o consumidor e a competência ou não, o lojista em servi-lo.
Novas estratégias para tornar o segmento dos serviços, em especial os analógicos, livre de sobressaltos ou fracassos não é tarefa simples. Por vários anos, o segmento cresceu de forma extraordinária.
Todavia, nem sempre de maneira adequada e, na maioria das vezes, sem planejamento. A época dourada dos minilabs já se foi! Ganhar dinheiro parecia fácil e o crescimento de lojas atendia mais aos desejos do ego do que a um plano efetivo de negócio. Foi um equívoco cometido por muitos, e que de alguma forma, comprometeu o futuro. O heróico tempo acabou e as margens foram dramaticamente reduzidas - os ganhos jamais serão os mesmos. Resta esquecer as benesses do passado e desejar que a razão e o bom senso prevaleçam doravante.
Mudança de Cenário - A grande preocupação gira em torno do imenso parque de minilabs analógicos espalhados pelo País. Já parou para pensar sobre o futuro dessas máquinas no curto e médio prazos? Dois recentes acontecimentos estão mudando o cenário desses equipamentos. O primeiro fato novo é o laboratório digital. Não chegou para substituir o analógico, mas para criar novos e revolucionários serviços.
O segundo acontecimento é a perda da demanda do filme (ainda lenta), mas consistente. As projeções para os próximos anos são de queda mais acentuada - um sombrio fantasma rondando lá adiante. Hoje ou amanhã o ramo terá que redefinir estratégias para prolongar a vida, o trabalho e os resultados dessas máquinas. Certamente para solucionar o dilema de nada adiantará substituí-las por digitais. Os prováveis benefícios dos laboratórios digitais poderão desaparecer diante da paralisia de máquinas, ainda novas, em posição de ponto morto. Também não se deve ignorar o custo de um equipamento parado, ocioso ou de baixa produtividade.
A grande prioridade do lojista, que pratica uma boa gestão, é salvar o seu parque de laboratórios analógicos e colocá-lo por muito tempo ainda na linha de frente da produção e crescimento do negócio.
Refaça o antigo - A crença de que o filme ainda terá uma longa vida no Brasil pode ser verdadeira, mas é certo também que o volume será significativamente inferior ao de hoje. Estou seguro de cada caso exige solução diferente do problema e que só ao lojista compete diagnosticar, considerando as diferentes regiões do país e ainda as peculiaridades locais do próprio ramo. Seja como for, algumas dicas podem funcionar.
Iniciativa importante é fortalecer o negócio através da venda maciça de câmeras populares. Câmeras em poder do consumidor são a garantia em manter o velho filme vivo e na direção do laboratório analógico. Use a imaginação para vender câmeras e promova a melhor ação no sentido de alcançar o maior número possível de compradores, facilitando inclusive a forma de pagamento. Sempre haverá um jeito novo de refazer o antigo, e não perca a chance de criar uma cesta de serviços diferenciados. Depender só do tamanho único é o mesmo que anunciar o fim do seu negócio. Faça o que pouca gente sabe fazer, treine sua equipe para vender fotoacabamento como se fosse um produto. Desperte-a e a si também para ações mais positivas em benefício do ramo que, queiramos ou não, vive próximo do limite da resistência. Quando investir e crescer, observe a segurança. Afinal, o tamanho do negócio quem faz é o consumidor e a competência ou não, o lojista em servi-lo.
Créditos: Revista Fhox
Raimundo C. Alves é dono da rede Tabira Filmes, com sede em Recife.