A tecnologia de impressão dos digitais



Com o avanço da tecnologia surgem minilabs digitais com preços mais acessíveis e características interessantes. Atraem lojas e laboratórios que pretendem oferecer serviços digitais, além de melhorar muito o nível de correção e qualidade geral das cópias convencionais.

Os minilabs digitais, além da processadora de papel, têm três módulos principais: um scanner de alta resolução, uma central de processamento e armazenamento de imagens e um módulo de exposição que transforma o arquivo digital em imagem impressa sobre o papel fotográfico. Softwares coordenando os três módulos são a "alma" do equipamento. E estes três módulos definem preço, capacidade produtiva, qualidade, tamanho das cópias e custo de manutenção. Deles dependem a "saúde" do minilab ao longo da sua vida útil. São classificados também conforme a tecnologia de impressão que utilizam, a saber:

◊ Por emissão de luz: laser, VFP (Vacuum Fluorescent Printer) e LED;
◊ Por obturação: MLVA (Micro-Light Valve Array) e DLP (Digital Light Processing); e
◊ Por projeção: LCD (Liquid Crystal Display)

Emissão de luz e obturação - Nos métodos de impressão por emissão de luz e obturação, a formação da imagem é feita através da somatória de muitos pontos obtidos pelo movimento de um feixe de luz sobre a superfície do papel enquanto se move. Funciona semelhante a uma impressora de mesa: o cabeçote se movimenta na direção do feixe de luz e o papel no sentido perpendicular ao mesmo. Ambos movimentos precisam estar absolutamente sincronizados, sob pena de distorcer a imagem na cópia. Para alcançar uma boa capacidade de produção (cópias por hora), o feixe de lua precisa correr o mais rápido possível sobre a superfície do papel. Com isso, o tempo de exposição de cada ponto torna-se menor e uma boa qualidade de imagem só pode ser obtida com papéis fotográficos especiais. Os dois métodos (emissão de luz e obturação) produzem excelente qualidade de impressão, mas seus mecanismos são complexos, caros e exigem manutenção especializada. O laser é um exemplo. Usado por alguns fabricantes, produz excelentes cópias, porém, tem custo alto, durabilidade limitada e dificuldades para reproduzir cores com precisão sobre papel fotográfico convencional. Já o VFP está restrito a minilabs híbridos pela limitação na velocidade de impressão. A tecnologia LED é reconhecida como a que produz a melhor qualidade, mas seu custo elevado restringe-a a equipamentos profissionais. O método MLVA produz boa qualidade, mas também tem velocidade limitada. E, por último, O DLP, criado pela Texas Instruments, que embora ainda não atinja qualidade igual às outras tecnologias, está evoluindo e tem alta velocidade de impressão.

Simples e Robusto - No método de projeção, a imagem é formada numa tela de cristal líquido transparente (LCD). A luz de uma lâmpada igual à utilizada nos minilabs comuns ilumina o LCD e projeta a imagem sobre o papel fotgráfico. No caminho da projeção fica um engenhoso sistema, composto por um espelho rotatório que multiplica por três cada ponto da imagem formada no LCD. Projeta-se sobre o papel fotográfico uma imagem de boa qualidade com uma luz mais apropriada às suas caracterísiticas. A tecnologia LCD tem os benefícios da simplicidade, robustez e custo mais baixo, além da boa qualidade fotográfica. A velocidade da impressão é média e o sistema é tão confiável que alguns fabricantes oferecem garantia com cobertura de cinco anos apara o LCD. Todos os fabricantes de minilabs estão constantemente evoluindo seus módulos de impressão e outras novidades devem aparecer. E nesse assunto convém não se deixar seduzir por terminologias atraentes a enaltecer atributos, porém, disfarçando limitações. A melhor escolha será aquela que permita atender às necessidades do laboratório ao menor custo e da forma mais confiável possível.



Créditos: Revista Fhox
Julio César F. Santos é diretor de Consumer Image Service da Kodak Brasileira