Envio e recepção de arquivos? Ih, problemas



Uma foto 15 x 21 cm digitalizada, em 300 DPI e com 17 MB. Será possível enviar esse arquivo pela internet? E por que na cópia ela saiu diferente? Confira a resposta

O uso de imagem digital tem se tornado cada vez mais comum hoje em dia e cresce o número de fotógrafos, profissionais ou amadores aderindo às câmeras digitais. A qualidade está cada vez mais próxima da fotografia convencional e, em alguns casos, até já se iguala. Só que essa qualidade tem um preço: o espaço que essa imagem ocupa no computador. Isso pode causar alguns problemas na hora de transportar e, principalmente, de enviar a imagem por internet, por exemplo.

Problema - Vamos a um exemplo: um cromo de boa qualidade é digitalizado e ampliado para um tamanho de 15 x 21 cm em um scanner de alta resolução, em 300 DPI. O arquivo ficou com 17 MB. A finalidade da imagem é ser transmitida pela internet para que um laboratório dê saída. Para os poucos que já possuem uma conexão de alta velocidade (Internet de banda larga), isso demora em torno de uns 30 a 40 minutos. Mas como a maioria ainda opera com Internet comum, essa operação demora cerca de 5 a 6 horas. Isso se a conexão for estável. Ou seja, algo inviável, não só pela demora, mas também pelos reflexos na conta telefônica.

Solução - Compactar o arquivo da imagem. Há dez anos isso só era possível no DOS, mas hoje existem vários meios de se compactar um arquivo. Os mais comuns são o Winzip, um software conhecido dos usuários de PC, e o DropStuff, para os que usam Mac. Esses softwares são muito usados para se compactar vários arquivos de uma vez em um único, sem perda de informação. Ao ser descompactado, preserva a sua integridade original intacta. Mas há desvantagens: nem todos os usuários têm o software necessário para descompactar os arquivos, além da taxa de compressão não ser tão grande. No caso de imagens de alta resolução para envio pela Internet, isso atrapalha. Para transmiti-las de maneira confiável é preciso de uma compressão bem maior que as possíveis com o WinZip ou DropStuff.

Solução JPEG - Vem sendo a compressão para imagens estáticas campeã a circular pela Internet, a famosa extensão ".JPG". O JPEG foi criado em 1990 pelo comitê Joitn Photographic Experts Group e desenvolvido para compactar fotos digitalizadas. Pode comportar tanto imagens CMYK, quanto RGB e P&B. É muito útil para o nosso exemplo, pois se pode escolher o quanto o arquivo deve ser compactado e o nível de compressão: de 10:1 a 20:1 sem perda visível de qualidade, de 30:1 a 50:1 com um mínimo de perda, e até chegar ainda a um nível de compressão de 100:1. Mas cuidado! Nesse nível o arquivo fica bem pequeno, mas as perdas agora são grandes. E mais: cada vez que a imagem for aberta e salva novamente, perde-se qualidade também.

Outros formatos - Existem no Photoshop formatos que possuem compactação, dois deles são o TIFF e o GIF. O formato TIFF (Tagged Image File Format) foi criado em 1986 pela Aldus e Microsoft, em uma tentativa de se estabelecer um padrão dominante para imagens geradas por equipamentos digitais. Parece que conseguiram, pois este é o formato mais aceito por softwares de tratamento digital e transporte de imagens pela maioria dos birôs, laboratórios fotográficos, gráficas, e também câmeras digitais e scanners. Uma característica do TIFF é que se pode embutir informações no arquivo, como data em que foi gerado, algumas observações e, no caso de câmeras digitais, o tipo de lente usada, a abertura do diafragma e outras. Pode-se, ainda, embutir a localização exata onde a imagem foi clicada, desde que a câmera possua um GPS. O TIFF possui também uma forma de compactação e se baseia no formato LZW. É pouco utilizada por causa de sua baixa taxa de compressão, mas diferente do JPEG, a imagem não perde informação, ou seja, toda vez que for aberta e salva novamente, mantém sua integridade. Já o GIF (Graphical Interchange Format) foi criado pela CompuServe em 1987 e, em 1989, a empresa desenvolveu uma nova versão, o GIF89, a que possui o recurso de cor transparente. Esse formato, como o JPEG, é muito utilizado em imagens na Internet, mas não é recomendado para saídas em laboratórios fotográficos, birôes ou gráficas. A sua desvantagem é só suportar imagens com até 8 bits de cor por pixel. Isso significa até 256 cores ou P&B, reduzindo bastante a qualidade para uma saída em fotografia. Como o formato TIFF, usa o padrão LZW de compactação. Lojas de fotografia como minilab ou estação digital precisam dominar com segurança essas diferenças de formatos dos arquivos eletrônicos. Caso contrário correm o risco (como já acontece) de não atender expectativas de qualidade do consumidor.

Como salvar em JPEG no Photoshop

No menu File - Save, escolha JPEG. Aparecerá uma janela com as opções de compactações, nela se escolhe o nível que varia de 12 até 0. O nível 12 é o de qualidade máxima. Na mesma tela aparece também a opção de formato (destaque no retângulo em vermelho). Ela só são usadas quando a imagem for publicada na Internet. Se não for o caso, é melhor usar a opção Baseline Optimized, que otimiza as cores da imagem e deixa o arquivo ainda menor. Mas se for publicada na rede, não será aceito por todos os navegadores de Internet. As outras duas opções são: Baseline ("Standard"), que é o formato mais aceito entre os navegadores de Internet. Progressive, que vai mostrando a imagem no navegador gradualmente em uma série de "scans". Começa rapidamente em baixa resolução e depois vai aumentando. Nessa opção, escolhe-se o número de scans, de 3 a 5.

Onde usar

TIFF - para saídas em alta resolução em geral, desde que não haja a necessidade de envio pela Internet
JPEG - para transmissão de arquivos pela Internet, saída em laboratórios fotográficos (com impressoras de alta resolução, desde que não se use compactação muito alta) e para a publicação de imagens na Internet.
GIF - indicado para imagens na Internet de desenhos (linhas, curvas e figuras), ou quando a mesma tiver áreas transparentes.



Créditos: Revista Fhox