e-Sedex já está nas ruas



Serviço foi criado pelos Correios para atender ao comércio eletrônico e pode ajudar na “e-foto”

Empresas da Grande São Paulo, interior paulista, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros que vendem produtos pela Internet têm à sua disposição o e-Sedex.

O serviço, criado pelos Correio, está disponível em três modalidades: Standard, Prioritário e Express (veja mais abaixo). Oferece, como padrão, a coleta gratuita das encomendas na empresa remetente, a entrega domiciliar porta a porta, sistema de rastreamento da mercadoria via Internet, seguro automático (de 100 reais por objeto) e entrega em diversos horários (manhã, tarde e noite), enclusive aos sábados.

O e-Sedex dispõe ainda dos opcionais: seguro de valor declarado complementar ao seguro automático, postagem de devolução (uma espécie de devolução garantida), pagamento da mercadoria no ato da entrega domiciliar e agendamento do dia da entrega, inclusive para datas especiais..

Empresas como o portal Submarino e a Hermes – que vende mercadorias por meio de catálogos em todo o País – já aderiram ao e-Sedex.

Modalidades:

Standard – o objeto é coletado na empresa de comércio eletrônico em horários previamente acertados, que podem ser inclusive à noite ou de madrugada. A ebtrega no destino é realizada das 8 às 18 horas do dia seguinte (ou mesmo dia, se a coleta for feita de madrugada). Caso não haja ninguém em casa, é feita uma segunda tentativa entre 18 e 21 horas.
Prioritário – o objeto, coletado entre 9 e 12 horas, é entregue ao destinatário até as 18 horas do próprio dia em que foi feita a coleta ou entre 18 e 21 horas, na segunda tentativa.
Express – a coleta é realizada entre 13 e 17 horas do dia do pedido e entregue das 18 às 21 horas, do mesmo dia, ou entre 8 e 12 horas, do dia seguinte, na segunda tentativa.

Obs.: após uma segunda tentativa de entrega sem sucesso, os Correios fazem contato com a empresa remetente, a quem caberá a definição sobre o procedimento a ser adotado.

Fermento para a “e-foto” – Conforme informou a Gerência Comercial dos Correios, o serviço foi criado com base em pesquisa realizada nas empresas de comércio eletrônico. Elas indicaram fatores de logísticas críticos e indispensáveis para dar agilidade e maior poder de competição ao varejo virtual. Esses dados transformaram-se nos pilares para o desenvolvimento do formato em que o e-Sedex vai funcionar, por sinal, com chances de também trazer impactos na “e-fotografia”. Menina dos olhos dos viosionários do mercado fotográfico, a “e-foto” (serviço de transmissão, hospedagem e saídas de cópias fotográficas pela Internet) tem na infra-estrutura e logística as maiores barreiras para seu crescimento como modalidade alternativa ao comércio da fotografia. No Brasil, pelas suas disparidades tão gritantes entre uma região e outra, a situação se agrava. Para a “e-foto” se desenvolver numa velocidade mais acelerada, é preciso aumentar a população de computadores, ampliar a rede telefônica, habita-la à transmissão pela Internet de banda larga e o mais importante: dispor de um serviço de entrega de igual ou melhor conveniência do que esbarrar num minilab na primeira esquina. Numa primeira etapa, calcula-se que somente 100 municípios, dentre os 5.500 de todo País, reúnam condições para chegar perto disso. Tudo bem, são neles que se concentram mais da metade do poder de consumo neste País e também onde está estabelecido um comércio, de rua e de shoppings, bastante evoluído, adversário natural do varejo eletrônico. Na verdade, vender pela Internet, inclusive fotografia, teria poder explosivo se alcançasse as mais de quatro mil localidades brasileiras ainda carentes de uma rede de comércio capaz de suprir além de bens básicos e primários. Detalhe: todos têm posto dos Correios e quem sabe não demore para o e-Sedex chegar lá.

Créditos: Revista Fhox