Mudar, mudar e mudar. Mas o quê?
Tanta informação, tantas ameaças, tantas novidades, tanta tecnologia. Isso está levando a uma neurótica perseguição da mudança sem saber exatamente no que e pra onde. Pois aposte no treinamento
“É tempo de renovação. É tempo de mudanças. Evoluir ou sucumbir. Diferenciar ou morrer. Crescer ou desaparecer...” Mudar, mudar emudar, é só o que se comenta nos dias de hoje. Todos dizem que é preciso mudar para sobreviver no mercado. Tudo be, mas como? É fácil falar mas na hora “H”, com tantas informações e com tantas novidades, a maioria dos lojistas nem sabe por onde começar. Antes de mais nada, é necessário redefinir o foco do negócio. O que queremos vender, quem queremos atingir, aonde queremos chegar. Não se deve fazer o que não se conhece. Por isso, pesquisar, avaliar, analisar, é um bom começo. Jamais faça mudanças sem saber o porque de estar mudando. Conheço lojista imaginando que para mudar basta reformar a loja. Grande engano! A reforma faz parte do processo, mas de nada adianta ser moderna e arrojada, se a equipe de funcionários estiver totalmente despreparada. Quer um exemplo? Pois be, hoje estamos na era digital, com produtos e serviços agregando maior tecnologia. Aí pergunto: será que os balconistas e operadores de minilabs conhecem o assunto? E mais: como o lojista vai exigir deles conhecimentos que nem ele próprio domina? Por isso, se existe uma grande mudança, ela se chama investir no treinamento. Loja sozinha não vende nada, mesmo no auto-atendimento o papel do balconista (atendente) continua sendo fundamental.
Tudo começa na seleção – Vender produtos com maior grau de tecnologia significa suprir o consumidor de maior nível de informação. No fundo isso é um diferencial para a loja especializada, pois se trata de vendas que não se concretizam sem uma explicação convincente e uma postura segura demonstrando que se entende do assunto. Isso falando da “nova fotografia” – imagem digital e seus processos. Mas, mesmo em filmes e câmeras também não falam e por mais informações que possam conter, dúvidas sempre vão existir. A solução passa por gente cada vez mais bem treinada no atendimento. Afinal, um dos maiores patrimônios de uma empresa são os seus funcionários. Se são bons, a empresa vai bem. Se são ruins, a empresa vai mal. A construção desse patrimônio começa por selecionar bem, treinar sempre e oferecer incentivos que os motivem, a permanecer no emprego. Chega de amadorismo. Não se deve admitir um funcionário só para agradar parentes ou amigos, a menos que atenda às necessidades.
Só sorriso não basta – Se o lojista não tiver habilidade para realizar uma boa seleção, é melhor procurar a ajuda de um profissional de Recursos Humanos. Entretanto, ele nada fará sem informações precisas sobre o cargo e o que se espera do novo funcionário. O perfil do candidato deve ser feito pelo próprio lojista e no caso de balconistas (atendentes), isso mudou. Hoje não basta apenas ser simpático e ter sorriso bonito. É preciso também um nível educacional um pouco melhor para, ao menos, poder assimilar informações mais técnicas, necessárias à nova tecnologia digital, por exemplo. Ah, isso implica em salários maiores, diriam alguns. É óbvio. Só que se a seleção for boa, o retorno será proporcional ao investimento, tenha certeza disso. Principalmente se for acompanhado de treinamento intensivo e constante. Fazer cursos motiva os funcionários e o argumento de que são caros, não justifica. Existem vários e bons programas com preços acessíveis, além dos ministrados por algumas indústrias totalmente gratuitos. Por incrível que pareça, nem para esses gratuitos os lojistas disponibilizam seus funcionários. A desculpa: falta de tempo, ou... não posso libera-lo para isso. Lamentável... Que visão empresarial é essa?
Créditos: Revista Fhox
Maria José F. Barros é Gerente de Canais Especializados da Fujifilm do Brasil