Aprender o "bê-a-bá" da fotografia digital


Ao migrarmos do laboratório convencional para o minilab, tivemos de "reaprender a máquina." Agora, com o digital tão próximo da fotografia é a mesma coisa e lidando com um consumidor que entende do assunto.

Expressões como compressão de arquivo, endereço IP e cabo de par trançado não fazem parte do seu vocabulário, certo? Então trate de começar a entendê-las rapidinho, pois pertencem ao novíssimo "dicionário digital", algo cada vez mais próximo da fotografia. E não é só uma questão de conhecer as expressões. É preciso também entender técnicas e processos para extrair o máximo dos recursos digitais no negócio da fotografia. As ferramentas geradas pela digitalização da imagem são inúmeras, contudo, se mal utilizadas não ajudam em nada. A verdade é que todos acreditam no potencial trazido pelas novas tecnologias, mas ainda não está claro como ganhar dinheiro com elas. Uma amostra são as oscilações no preço das ações de empresas de tecnologia na Bolsa de Valores de Nova York. Na fotografia parece acontecer a mesma coisa. Muitas novidades já estão disponíveis, porém, não se sabe exatamente o que fazer com elas comercialmente. A última são os minilabs digitais e que exigirão de todos um reaprendizado, da mesma forma que muitos tiveram que "reaprender a máquina" quando migraram do laboratório convencional para o minilab. Hoje, vive-se o momento igual na transição dos sistemas óticos para os digitais.

O que é um minilab digital? - No passado, a discussão era em torno de um equipamento ser ou não ser minilab. Agora o debate é sobre se é ou não um minilab digital. Vamos tentar esclarecer a questão: os modelos básicos são compostos por uma processadora de filme, uma unidade de escaneamento e uma impressora digital de papel fotográfico. O processo de filme não sofre mudanças, é igual ao dos minilabs comuns,. Mas a unidade de escaneamento já funciona de maneira diferente. Ela "lê" o negativo e converte-o em arquivo digital, para ser temporariamente armazenado no computador da máquina. A partir daí, entra em ação o software que reconhece a imagem do arquivo e faz correções de cor, densidade e outras que julgar necessárias. Devidamente corrigidos, os arquivos são então transferidos para a impressora digital que irá sesibilizar o papel fotográfico, no caso dos modelos da Fuji, através de uma fonte de laser. A princípio, o minilab digital parece simplesmente imitar um convencional, convertendo parte de suas rotinas para o idioma da computação. É verdade. O grande diferencial está na geração do arquivo contendo a imagem escaneada, o que expande de maneira formidável os recursos do equipamento.

Consumidor conhece o assunto - Entre as possibilidades dos minilabs digitais está sua conexão com uma rede de computadores. Com isso, os arquivos escaneados podem ser enviados às outras estações de trabalho e serem manipulados antes de imprimir. Te mais: os minilabs podem também gravar fotos em CDs ou discos magnéticos, imprimir slides em papel fotográfico, dar saída de arquivos já manipulados pelo consumidor. Aqui um detalhe importante: o consumidor desses serviços é aculturado em computação e imagem digital. Se o pessoal de loja não estiver preparado para assessora-lo, vai frustra-lo. Da mesma forma que se indicam filmes próprios para certos tipos de fotos, no digital existem especificações eletrônicas para obter do arquivo os melhores resultados. Já vi muita gente se decepcionar com o que sai das câmaras digitais por estar habituada às telas dos monitores, onde 640 x 480 pixels dão uma boa definição. Acontece que nessa resolução, uma foto 10 x 15 por exemplo, fica abaixo da crítica. Muita coisa para aprender, não acham? Sim, e à medida que me aprofundo no assunto, concluo que preciso estudar mais. Bem, é o que todos devemos fazer para não "perder o bonde" de história.

Créditos: Revista Fhox
Flávio Takeda é especialista em Minilabs da Fijifilm do Brasil