O efeito das lentes zooms



Longe, perto, bem pertinho, visão normal, colocando todo mundo na foto. É isso que uma lente zoom faz, sem precisar se mexer do lugar

Carregar uma maleta cheia de lentes está ficando fora de moda entre fotógrafos amadores. Os práticos, mas adeptos de foto com um toque de produção, então cada vez mais preferindo as câmaras compactas com zoom. Portáteis, discretas, ótimas para fotos de e famílias, elas têm quase todos os recursos das reflex e com vantagens: operação ágil, ajustes inteligentes com surpreendentes níveis de acerto e fazem grandes fotos. O detalhe, entretanto, que fez as vendas desses modelos explodirem foi, sem dúvida, embutir uma lente zoom num corpo tão pequeno. Era fato de aceitar zooms que levava os amadores a comprar câmaras reflex – geralmente demais para a necessidades. Essas lentes móveis e confortáveis na hora de fotografar, alteram o ângulo de revisão da foto e embelezam cenas de closes. Vamos conhecer um pouco do que fazem as compactas com zoom. Primeira atenção para valores em milímetros impresso na lente. Ele identifica a potencia do zoom. O número 50mm (para filmes 135, que são maioria) é a referência para a visão normal do olho humano. Acima disso, produz o efeito do close. Números menores, abrem a imagem e incluem mais áreas na foto, mas distorcem. Detalhe: por absorverem mais luz, recomenda-se mais luz filmes ISO 400.


Visão aberta:
Chamada visão grande angular, nesta opção a lente enxergará uma imagem num ângulo mais aberto que o olho humano. Com isso podem ser incluídos mais elementos no quadro da foto, porém com distorções nos canto. O limite de grande angular, numa compacta com zoom, nunca ultrapassa a 28mm, considero aceitável para fotos de grupos e agradável em paisagens abertas. Cenas registradas nesta visão apresentam fundos nítidos e a necessidade de focalização é bastante reduzida. A visão aberta deve ser evitada em rosto por deformar acentuadamente a fisionomias.

Indicações: grupos, paisagens, ambientes com espaços reduzidos.
Contra-indicações: fotos de rostos e detalhes a curtas distâncias.

Fig. 1: Paisagem fotografada em ângulo mais aberto que a visão humana. Zoom inteiramente recolhido e graduado para 28 mm.


Visão em close:
Aqui a lente estará literalmente para fora da câmara. É conhecida como “tele” que aproxima a imagem em close.Produz resultados belíssimos em flagrantes de pessoas, que por estarem longe da câmara, não percebem que estão sendo fotografadas e soltam expressão bem naturais. Existem compactas com zoom, cujo limite já ultrapassa os 200 mm, o que significa mais de 4 X de aproximação. Nas cenas de close, o fundo tende a ficar borrado, o que ressalta a atenção sobre o modelo ao separar a imagem dos dois planos.

Indicações: closes de rosto e detalhes a longa distância.
Contra-indicações: espaços pequenos detalhes com todos os planos em foco.

Fig. 2: Nesta, o pássaro está longe. O zoom foi aberto ao máximo, numa potência de 150 mm, e propiciou uma aproximação de 3X


Visão macro:
Função disponível em algumas zooms e própria para fotos objetos pequenos a curta distância. A imagem será ampliada. Trata-se de uma propriedade ótica inerente a essa lente que é aproveitada para esse tipo de cena. Entretando, o recurso macro de uma zoom não é apropriado para finalidades médicas e científicas, exigem outro tipo de objetiva .Pouco utilizada pelos fotógrafos amadores, a visão macro tem uma focalização crítica e seleciona apenas um plano nítido. Exige firmeza na sustentação da câmara no momento do click.

Indicações: objetos pequenos fotografados a curtas distâncias.
Contra-indicações: qualquer cena além da distância mínima da focalização.

Fig. 3: Aqui foi acionada a função macro a curta distância. Note como apenas um único plano fica em foco destacando-se dos demais



Créditos: Revista Fhox